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Goleiro Bruno, foragido da Justiça, é preso pela Polícia Militar do Rio de Janeiro

Durante a ação, ele não apresentou resistência e colaborou com as equipes.

08/05/2026 às 09h13 Atualizada em 11/05/2026 às 14h43
Por: Willian Henrique
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Goleiro Bruno, foragido da Justiça, é preso pela Polícia Militar do Rio de Janeiro

O goleiro Bruno foi preso por policiais do 25º batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, informou a força nesta sexta-feira (8). A prisão ocorreu após uma ação integrada entre o setor de inteligência da unidade e da PM de Minas Gerais.

Segundo a corporação, o acusado, que estava foragido da Justiça por dois meses, foi localizado e conduzido à 125ª DP para cumprimento de mandado de prisão. Durante a ação, ele não apresentou resistência e colaborou com as equipes.

O mandado de prisão contra Bruno foi emitido em 5 de março, após ele não se apresentar para retornar ao regime semiaberto. Ele viajou sem autorização judicial para assinar com o time de futebol Vasco-AC, sendo que estava proibido de deixar o Rio de Janeiro pelas regras da liberdade condicional.

O descumprimento foi confirmado por notícias na imprensa e pela regularização do atleta no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF. Bruno disputou uma partida pelo clube e foi dispensado.

Na ocasião, a defesa sustentou que a viagem visava a ressocialização por meio do trabalho e que a conduta não deveria ser classificada como falta grave.

Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro também apontou uma série de descumprimentos das condições impostas ao atleta. Segundo o órgão, o ex-goleiro não informava mudança de endereço à Justiça, desrespeitou horários de recolhimento domiciliar e frequentou locais vetados. O MPRJ ainda afirma que Bruno realizou viagens sem autorização judicial em outras oportunidades.

Morte de Eliza Samudio
Bruno foi condenado a 22 anos e um mês de reclusão por homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal de Eliza Samudio.

A modelo teria cobrado o reconhecimento de paternidade do filho que teve com o jogador, então no Flamengo. O corpo nunca foi encontrado e o crime só foi descoberto devido a uma delação.

A condenação pelo caso ocorreu em 2013. Em fevereiro de 2017, Bruno chegou a obter um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal, mas voltou à prisão dois meses depois, após nova decisão da Corte.

Em 2019, a Justiça autorizou a progressão de pena para o regime semiaberto, no qual o ex-jogador passou a dormir na penitenciária.

A previsão para o término do cumprimento da pena de Bruno era 8 de janeiro de 2031. Ele foi condenado em processo julgado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG).

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